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O MEU CORPO GRITOU

June 12, 2018

É fim-de-semana, acabo de saber que a minha filha e namorado vão para o campo. Vou ficar sozinha 2 dias!! Pulo de alegria… Não é que não os adore mais que tudo na vida, mas finalmente vou ter tempo “para mim”, respiro…  Aliás, finalmente, EXPIRO!

 

 

 

Mas como uma boa "adrenaline addicted", em dois segundos transformo esse tempo para mim numa programação cheia de mais coisas para fazer - vou buscar a cama nova, comprar tudo aquilo que falta em minha casa, vou mudar os móveis de lugar, vou limpar aquilo que nunca me lembrei de limpar, vou esvaziar o meu armário...: em dois dias!! Penso para mim… Quando isto tudo ficar pronto, vou poder, FINALMENTE RELAXAR!!

 

 

E de repente, reparo… Já estou a começar a deixar de expirar novamente… Penso para mim, não tem mal, é só puxar por mim mais um bocado e depois quando TUDO estiver pronto vou hibernar num prazer infinito!

 

 

Ligo ao meu Pai, como sempre ele alinha na programação, mas ainda vai demorar uma hora. Para uma mãe de uma filha de 2 anos e de um projecto a tempo inteiro, uma hora livre é muito tempo!! Começo a pensar, como rentabilizar o momento.

 

 

Em estilo Coelho Branco da Alice no País das Maravilhas, começo a correr pela casa de um lado para o outro, arrumo aqui, arrumo ali…

 

 

 

O meu pai liga-me, diz-me que está a chegar… E eu lembro-me: “A roupa!!”. Encho 3 sacões do Ikea, e já meia atrasada saio a correr de casa com os 3 sacos às costas… Nesse momento o meu tornozelo grita: BASTA! Toinnn caio pirilimpimpim no chão. Torci o pé!

 

 

Enquanto jazia no chão tipo Bela Adormecida, à espera que alguém me viesse ajudar, sinto uma dor aguda já familiar, que me dá a certeza de que não vou conseguir andar. E para meu espanto, em vez de entrar em pânico, sinto um profundoooo relaxamento e a minha criança interior a dizer: “uffaaaa agora sim, podemos parar”.

 

 

O meu namorado (que ainda não tinha saído) e o meu pai trazem-me para cima. O pânico começa, lembro-me de todo o processo de recuperação de uma entorse (esta já é a 3ª), sei que pode demorar semanas… Começo a pensar em tudo o que tenho para fazer e que não tenho tempo para ficar semanas parada. Deitada no sofá a dor começa a tornar-se cada vez mais intensa… O meu namorado lembra-me: “Tu sabes como te curar.”

 

 

Nesse momento travo o diálogo esquizofrénico que vai na minha mente e conecto-me com o meu pé: “O que me querias dizer?”. E subitamente, lembro-me do estado alucinado em que saí de casa… Lembro-me que, no momento em que torci o pé, tive tempo para não o fazer, lembro-me como foi uma escolha e de como me senti bem quando isso aconteceu… Ri-me! Agradeci ao meu pé e percebi - já não apenas ao nível mental - o quão é necessário para mim parar, fazer nada, relaxar… Soube nesse instante que a minha vida tinha mudado e nesse mesmo instante a dor parou. Lembrei-me que já não era a primeira vez que o meu pé me levava a uma profunda transformação.

 

 

Nesse dia fiz uma coisa que já não fazia acho que há mais de dois anos: NADA. Sozinha em casa, com a “ desculpa “ do pé torcido assumi que tudo o resto também estava torcido , larguei os e-mails, as mensagens, tirei o dia para mim… E a sensação foi de renascimento.

 

 

Percebi que quando fazemos aquilo que amamos temos energia aparentemente infinita para o fazer… Nada me dá mais prazer do que trabalhar, dar consultas, dar cursos, fazer o jantar para a minha filha, arrumar as coisas em casa… A verdade é que adoro todo este cenário, mas como toda a gente também preciso de dormir, de desligar… Percebi que quando o êxtase é tão grande parece-nos que o outro lado é a morte. Viciamo-nos no fazer, no stress, achamos que estamos mais vivos assim.. Mas é exactamente o contrário. Citando um meu amado mestre Osho: "`Só aceitando a morte poderás viver verdadeiramente".

 

 

 

 

A verdade é que morremos e renascemos a todo o instante, basta observarmos o nosso corpo, a nossa pele que cai dando espaço para uma nova pele nascer, o nosso cabelo, unhas, etc, etc…

 

Para renascer, temos de saber morrer também. 

 

A mim o meu pé lembrou-me como é bom e necessário parar…

 

E a ti, o que te diz o teu corpo?

 

 

 

 

Se tens interesse em conectar mais com a sabedoria do teu corpo lê também este artigo : Meditação Terapêutica - que te ajudará também a compreender melhor como funciona a linguagem do nosso corpo e como podemos ganhar sensibilidade para o ouvir. 

 

 

 

 

 

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