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7 chaves para quando o despertar para a espiritualidade se torna mais doloroso que regressar à inércia

April 24, 2017

Cada vez mais, procuramos conhecer-mo-nos a nós mesmos. A exploração interior é necessária para a nossa evolução, enquanto humanos, enquanto seres, enquanto planeta. É um processo muito bonito, mas verdade seja dita, quantas vezes nos sentimos perdidos neste caminho?

 

 

 

 

Quantas vezes nos questionamos se não era melhor nunca ter começado?

 

O que fazer quando sabemos que já não é possível voltar atrás, mas ainda assim, sentimos medo de dar passos em frente? Hoje escrevo sobre aquilo que muitos de nós sentimos e partilho orientações que me têm ajudado e motivado a dar esses passos.

 

 

 

Imagina...

 

Imagina que tens uma casa muito, mesmo muito suja e desarrumada. Tão suja e com tanto entulho que ninguém consegue entrar lá dentro. Durante anos e anos a fio, aliás durante toda a tua vida, esta casa foi depósito para todo lixo que foste acumulando, para tudo aquilo que te foi dado, mas que não querias ter. Um dia, aparece-te uma pessoa - uma especialista em limpeza de casas - que te diz:

 

 

-“Tenho que te dizer, reparei que a tua casa está muito suja, e fiquei a pensar, que nem sei como consegues viver aí dentro. A verdade é que eu queria entrar, mas não consigo”; e continua: -”Mas olha… com tempo e dedicação é possível dar-lhe uma limpeza, queres que te ajude?”

 


E tu, que nunca tínhas sequer reparado nisso, começas a reflectir.... -"Ahh, talvez seja por isso, que durante toda a minha vida me senti tão pesado, tão sozinho, afinal de contas, é só tralha à minha volta e ninguém que me quer vir visitar neste entulho... É possível limpar?” - e a esperança começa a nascer dentro de ti… e dizes: -”SIMM!!! quero fazer a limpeza, ajuda-me, ajuda-me, por favor!”

 

 

A vontade é imensa, a força, a garra… Mas não sabes bem por onde começar… A tal mulher - cheia de vida, cheia de força - vem a dá-te o primeiro arranque… De repente o quarto fica TODO limpo, UAU - sentes o que é relaxar pela primeira vez, UAU sabe tão bem… Isto é incrível, nunca te sentiste assim… Agora sim, sabes o que é estar vivo…

 

 

E achas, durante alguns minutos, que esta sensação nunca mais vai terminar… Afinal de contas como poderia? Seria estúpido, agora que sabes que podes ser feliz, porque te voltarias a esquecer? E deixas-te ficar mergulhado na tua cama limpa, no teu novo quarto de paredes brancas, arejado, com o cheirinho das flores e os raios de sol a entrar pela janela... Tão bom....

 

 

E a mulher que te ajudou vai-se embora, está na hora dela. Sentes-te tão vivo, tão forte, tão leve. O teu coração vibra de alegria.

 

 

E chega a fome, sais do quarto, vais à cozinha e… -”AHHHHH”. A tua paz é agitada com o cenário que está à tua volta, lembras-te que só o quarto é que foi limpo, ainda estão todas as restantes áreas da casa por limpar, e a casa é grande… Não te disse? É uma mansão!!!

 

 

- "Oh meu deus, agora que conheci como é bom viver num espaço fresco, limpo e arrumado, é impossível continuar a viver assim… Mas é muito lixo eu não consigo, eu não consigo limpar esta casa sozinho, não nesta vida, já é tarde...

 

 

E começas a pensar se não estavas melhor antes daquela mulher aparecer na tua vida, antes de te ter mostrado que era possível ter uma vida melhor. Antes, quando eras infeliz, mas estavas adaptado a viver no caos, no lixo, na sombra…

 

 

 

E as dores, que antes estavam tão camufladas, escondidas na tua inércia, num estilo de vida adaptado à insensibilidade - tornam-se dez vezes mais fortes… E se antes vivias quase como um zombie , sem consciência do lixo e da desarrumação da tua casa, agora começas a viver com uma dor intensa… É que de repente acordaste. Saíste do sonho. De repente estás vivo. Estás vivo e com a consciência de que a tua casa está um caos... 

 

 

Este é o momento em que todos os tipos de pensamentos destrutivos começam a entrar:

- começas a questionar o que foi a tua vida até agora, culpas-te por isso;

- começas a acreditar que já é tarde para mudar a tua vida;

- pensas na mulher que te apareceu, no brilho e na leveza que trazia com ela... e pensas: "-eu nunca serei assim". e dói… e a dor gosta tanto de si própria que não vai embora, e ficas a remoer, a remoer…

- achas que estás mais infeliz agora, pensas porque raio é que aquela mulher apareceu no teu caminho,  Culpas a mulher, mas não por muito tempo… Já estás mais consciente, é tramado, a consciência não te permite…

- a mente entra, os pensamentos auto-destrutivos voltam, culpas-te a ti mesmo, por não seres como ela: tão fresca, tão viva, tão pura..

 

 

 

 

Este é o momento mais delicado de todo este processo de renascimento para a vida, sentes-te na corda bamba… andar para trás já não te é possível, mas duvidas da tua capacidade para dar um passo em frente… E AGORA?

 

 

Lembra-te da força que te fez dar o primeiro arranque. Essa energia que sentiste no dia em que deste o primeiro passo continua dentro de ti. Lembra-te que foste tu, a tua inteligência que te abriu a primeira porta. Sempre que te sentires hesitante invoca essa força, essa inteligência que vai além de qualquer pensamento absurdo, paralisante que possas conceber.

 

Confia em ti mesmo: Se essa porta se abriu, é porque TU a podias abrir, é porque TU estás preparado para percorrer esse caminho.

 

3 Conhece os mecanismos da tua mente e transcende-os: A mente é dependente de hábitos, por mais destrutivos que eles sejam. Por isso, se viveste anos e anos na dormência, sem sentir o poder de estar vivo, por melhor que estar vivo seja, a tua mente vai querer levar-te de novo para o espaço que lhe é mais conhecido.

 

Lembra-te da realidade: Na dormência tudo estava camuflado, por isso, é natural que agora sintas mais, tanto o bom como o mau. E quando te sentes mal, a intensidade da dor parece que triplica. E sabes que nunca sentiste tamanha dor assim no passado. E começas a querer de volta a vida que tinhas. Nestes momentos vai fundo em ti mesmo e lembra-te do que era a tua vida na realidade. É natural que não encontres momentos de dor intensa, mas é provável que encontres uma vida vivida de compensações que nunca te deixaram feliz, de um esforço constante para não sentir. Lembra-te de como essa dor, que sentes agora com tanta vivacidade, sempre esteve presente e sempre guiou a tua vida. E acima de tudo, descobre que a cura para a dor está na dor em si, apenas aquilo que nos permitirmos sentir pode fluir com naturalidade dentro de nós e ser transformado.

 

Pede ajuda! A casa é tua, mas há muita gente disposta a ajudar-te na limpeza; eles também precisam de ajuda a limpar as suas casas, quem sabe um dia não os ajudas também. Rodeia-te de grupos de pessoas que têm o mesmo objetivo que tu. Lembra-te só que há partes que só tu é que conheces, e só tu poderás limpar.

 

Agradece-te a ti mesmo pelos passos que já deste!  Temos tendência a focarmo-nos em objetivos desafiantes a longo prazo e a descartar os passos que damos no presente. Quanto mais reconheceres as pequenas mudanças que vão ocorrendo na tua vida, os pequenos passos que vais dando, mais em contacto com o teu processo vais estar e mais fluido o teu processo se vai tornar.

 

Pára de te julgar: Este talvez seja a chave mais difícil de usar. O auto-julgamento e a culpa estão tão enraizados na forma como vivemos há gerações... A culpa, a seguir à vergonha, é a energia de frequência mais baixa em que podemos viver, isto porque nos estagna, porque com ela não nos é possível mover, andar para a frente. Até a raiva, o medo, a inveja têm uma frequência vibracional superior à culpa. Apercebe-te disso e deixa-a a cair para que te possas mover. 

 

 

 

 

A inspiração para escrever este texto surgiu duma bonita conversa que tive com uma pessoa muito especial. Grata a ela pelo seu contributo <3

 

 

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